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Cuidados ao realizar o Treinamento Pliométrico




 


Os exercícios pliométricos se dão através de sucessivos saltos e são aplicáveis a diversos tipos de esportes e vários atletas podem se beneficiar do seu treinamento e estes tipos de movimentos são essenciais ao atleta que espera alcançar os níveis mais elevados de desempenho.

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Um erro muito comum que pode ser observado em muitos técnicos e atletas diz respeito a treinar a força máxima dinâmica quando a necessidade real é desenvolver a força de potência, levando à exaustão, à fadiga muscular. Neste caso, há declínio no desempenho em estímulos de intensidade máxima prolongados e necessário um tempo de recuperação. Os dias de treinamento de alta intensidade são seguidos de dias de treinamento de baixa intensidade ou sem pliometria, ocasionando melhora no desempenho. Durante o treinamento os atletas estão fadigando o SNC, determinante no envio de sinais potentes ao trabalho muscular para realizar uma dada quantidade de trabalho de qualidade. Quando o intervalo de repouso é curto, o atleta tem fadiga muscular local e do SNC. Para o trabalho muscular, um intervalo de repouso curto significa a inabilidade de remover o ácido lático do músculo e reabastecer a energia necessária para realizar as próximas repetições e séries antes de experenciar a exaustão. Desta forma, a exaustão rapidamente pode levar à lesão (BOMPA, 2004). Kutz (2003) afirmou que aproximadamente 70% da Adenosina Tri-Fosfato é ressintetizada após cerca de 30 segundos e 100% após três minutos. Portanto, o autor sugeriu que, os períodos de descanso entre as séries de exercícios pliométricos deve ser de 30 segundos a 3 minutos dependendo do indivíduo. O protocolo deve permitir tempo suficiente de recuperação entre as séries, para evitar o cansaço dos grupos musculares que estão sendo treinados.

 A preocupação com possíveis riscos ortopédicos dessas sessões de trabalho resulta em parte da estimativa de que as quedas e os saltos geram cargas esqueléticas externas iguais a 10 vezes o peso corporal. O risco de lesão normalmente se deve ao emprego inapropriado da técnica (MCARDLE et al., 2003). No entanto, podem ser evitados se a progressão e a periodização forem representadas completamente. E se aplicado corretamente o treinamento pliométrico pode até mesmo prevenir lesões. As atividades pliométricas criam um senso de percepção de movimento articular, estimulando o campo proprioceptivo que por sua vez melhora a contração muscular a através de articulações ativas e estabilização muscular reflexa. O aprendizado motor ocorre através da repetição do programa, que pode reforçar as estratégias preparatórias visando maior integração do SNC (HOWARD, 2004).

Outras formas de se evitar lesão e alcançar efeitos satisfatórios é seguir alguns critérios que podem ser considerados ideais para começar as atividades pliométricas e Howard (2004) incluiu: ausência de edemas, escala adequada do movimento, estabilidade articular, medidas de circunferência semelhante a integridade física,além de resistência, equilíbrio e força funcional adequados.

Em concordância, Dutton (2006) afirmou que, antes de iniciar os exercícios, o fisioterapeuta deve ter certeza de que o paciente apresenta condições físicas e de força apropriadas. Contudo, estudos como o realizado recentemente por Abass (2009) comprovam a eficácia do TP em estudantes universitários não treinados, do sexo masculino, onde foi realizada uma análise comparativa de três protocolos de TP sobre a força muscular da perna dos estudantes divididos de forma aleatória em um grupo controle e três experimentaisof untrained University male students. e concluiu que dois protocolos ("Profundidade Jumping" e "Rebound Jumping") alteraram significativamente a força muscular da perna dos indivíduos, e, consequentemente, a potência muscular dos mesmos.

    Outras características que podem influenciar no treinamento pliométrico diz respeito à superfície macia (folha de borracha, grama e outros) usada para amortecer o impacto, que não pode aumentar a transição entre a fase excêntrica e concêntrica. Contudo, Dutton (2006) constatou que o calçado e a superfície de impacto usados nos exercícios pliométricos devem ter amortecedores.

    Exercícios pliométricos devem ser incorporados aos regimes de formação de atletas do sexo feminino e podem reduzir o risco de lesões, melhorando a estabilidade articular funcional nos membros inferiores (CHIMERA, 2004). Segundo Howard (2004), atletas de ambos os sexos não precisam necessariamente de diferentes abordagens no treino pliométrico. No entanto, no seu modelo clínico, este usa mais instrução para o paciente do sexo feminino para controlar o movimento do joelho, a fim de proteger contra possíveis lesões. Uma vez que a técnica adequada é aplicada, a progressão é muito semelhante em ambos os sexos.

  A pliometria não pode ser a principal forma de treinamento de resistência, devendo ser usada como um método coadjuvante num programa de fortalecimento muscular.




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